Erlon José Paschoal :: DITRA - Dicionário de tradutores literários no Brasil :: 
Dicionário de tradutores literários no Brasil


Erlon José Paschoal

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O diretor de teatro, dramaturgo e tradutor Erlon José Paschoal nasceu em São Paulo, em 1953. Em 1960 iniciou o curso primário no Grupo Escolar Padre Otílio de Oliveira, em São Bernardo do Campo; já em 1965 ingressou no Colégio Estadual de Vila Gerti, em São Caetano do Sul e em 1969 começou o colegial no Colégio Lauro Gomes de Almeida, em São Bernardo do Campo.

O seu contato com o teatro definiu-se, em 1971, quando entrou num curso de teatro no SESC - Anchieta em São Paulo; após dois anos, entrou no curso do Piccolo Teatro São Paulo e quatro anos mais tarde fundou o Grupo de Teatro Brancaleone, com a colaboração de Margarete Galvão.

Erlon cursou Letras Português - Alemão, na Universidade Federal de São Paulo. Em 1981, estudou Língua e Cultura Alemã no Instituto Goethe, em Munique; um ano mais tarde estudou, em Berlim, Língua e Literatura Alemã e teatro. Já em 1983, mudou-se para Belém do Pará, onde desenvolveu um projeto cultural financiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Pará, Casa de Estudos Germânicos e DAAD.

Escreveu artigos sobre teatro e literatura, como colunista da revista Você; publicou periodicamente artigos e críticas nos jornais A Gazeta Mercantil, A Gazeta e A Tribuna, além de ter participado, em 1995, do Festival Internacional de Edimburgo, na Escócia. De abril de 1994 a junho de 1996 produziu o programa Nas Ondas da Alemanha, na Rádio Universitária e de setembro de 1998 a março de 1999 atuou no programa de rádio, Mistura Capixaba, em parceria com Margarete Galvão.

Foi um dos responsáveis pelo evento em comemoração aos trinta anos da morte de Bertolt Brecht, que contou com palestras, exposições, lançamentos de livros e espetáculos no Rio de Janeiro.

Visitou, em 1997, a convite do Instituto Cultural Brasil Alemanha (ICBA), oito das principais escolas de teatro da Alemanha e encontrou-se, para troca de experiências, com grupos e diretores de renome como Grips-Theater, Berliner Ensemble, Volksbühne, Stephan Suschke, Volker Ludwig, Nele Hertling e Horst Siede. Teve a oportunidade de trocar experiências com tradutores alemães que se ocupam com a língua portuguesa, como Berthold Zilly, Curt Meyer-Clason, Ray-Güde Mertin e Ute Hermanns.

Passou a lecionar alemão no Instituto Goethe e no Baukurs-Institut em 1985, quando se mudou para o Rio de Janeiro.

Durante dez anos foi professor e responsável pela programação cultural do Instituto Teuto (Goethe) de Vitória, no Espírito Santo, e também no Centro de Línguas da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Trabalhou como intérprete para o ICBA, tanto da Bahia quanto do Rio de Janeiro, para a Companhia Siderúrgica Tubarão (CST) e para Companhia do Vale do Rio Doce (CVRD), em Vitória, Espírito Santo.

Erlon desempenhou, de novembro de 1995 a agosto de 1996, na Secretaria de Cultura de Vitória, a função de Chefe de Divisão de Produção e Difusão Cultural. Em 1997 e 1998 foi membro representante de Teatro, na Comissão Normativa, da Lei Rubem Braga, assim como do Teatro e Ópera no Conselho Municipal de Cultura de março de 1995 a março de 1997, onde exerceu também o cargo de Secretário Executivo, além de relator, do Plano Municipal de Cultura.

Trabalhou como assessor cultural da Associação Musical Mercosul do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo e como especialista da área de cultura do projeto Vitória do Futuro.  Foi editor e um dos criadores da revista de artes na internet Vitoriaweb.

Participou da equipe de produção do IV ao VIII Vitória Cine Vídeo, de 97 a 2001 e na elaboração do projeto da Escola de Teatro e Dança FAFI da qual foi o Coordenador da área de Teatro de junho de 1997 a maio de 2001.

Passou cinco meses na Alemanha estudando e fazendo estágios como diretor no Berliner Ensemble e no Grips-Theater em Berlim, Leipzig e Dresden.

Desenvolve periodicamente projetos em parceria com o Brasilianisches Kulturinstitut in Berlin (Instituto Cultural Brasileiro em Berlim). Trabalha no Ministério da Cultura, coordenando o projeto Copa de Cultura, que envolve uma intensa programação cultural que acontecerá na Alemanha, no ano da Copa.

Foi agraciado em 2004, com o Prêmio... em São Paulo pela tradução de João Guimarães Rosa - Correspondência com seu tradutor alemão Curt Meyer-Clason (1958-1967).

Verbete publicado em 27 de October de 2005 por:
Manuela Acássia Accácio
Werner Heiderman

Bibliografia

Traduções Publicadas

Brecht, Bertolt. A verdadeira vida de Jonas Vemcá. São Paulo: Paz e Terra, 1986. (Das wirkliche Leben des Jakob Geherda).

Brecht, Bertolt. Teatro Completo. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Paz e Terra, 1996. 235 p. v. I, XI e XII.

Bussolotti, Maria A. F. M. (Org.). João Guimarães Rosa - Correspondência com seu tradutor alemão Curt Meyer-Clason (1958-1967). [Por: Erlon Paschoal]. Belo Horizonte: Editora UFMG; Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003. 447 p.

Goethe, Johann W. von. As afinidades eletivas. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Nova Fronteira, 1993, 283 p. (Die Wahlverwandtschaften). Prefácio de Kathrin H. Rosenfield. Romance.

Goethe, J. W. von. Os sofrimentos do jovem Werther. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Esta ção Liberdade, 1999. 174 p. (Die Leiden des jungen Werthers). Posfácio de Willi Bolle.

Cassirer, Ernst. A questão Jean-Jacques Rousseau. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Editora UNESP, 1999. 141 p. (The question of Jean-Jacques Rousseau).

Franz, Marie-Louise von. Reflexos da alma: Projeção e Recolhimento Interior na Psicologia de C.G. Jung. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Cultrix, 1993. 232 p. (Spiegelungen der Seele. Projektion und innere Sammlung in der Psychologie C. G. Jungs).

Haug, Wolfgang F. Crítica da estética da mercadoria. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Editora UNESP, 1997. 210 p. (Kritik der Warenästhetik).

Herder. Dicionário de Símbolos. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Círculo do Livro, 1991. 214 p. (Lexikon Symbole).

Hölderlin, Friedrich. Hipérion - ou O eremita na Grécia. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Nova Alexandria, 2003. 182 p. (Hyperion oder der Eremit in Griechenland). Romance.

Kafka, Franz. A metamorfose. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Estação Liberdade, 1989. (Die Verwandlung). Prefácio de Leandro Konder. Novela.

Kast, Verena. A condição prévia para o castigo. In: Kast, Verena. Sísifo ­ a mesma pedra ­ um novo caminho. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Cultrix, 1991. (Die Vorbedingung für die Strafe).

Krüll, Marianne. Na rede dos magos: uma outra história da família Mann. [Por: Erlon Paschoal]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. 512 p. (Im Netz der Zauberer). Ensaio.

Lenz, Jakob M. R. O preceptor ou Vantagens da educação particular: uma comédia. [Por: Erlon Paschoal; Wille Bolle; Flávio Quintiliano]. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. 179 p. (Der Hofmeister oder Vorteile der Privaterziehung: eine Komödie). Peça teatral.

Lutero, Martinho. Da liberdade do cristão: prefácios à biblia. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Editora UNESP, 2001. 127 p. (Von der Freiheit eines Christenmenschen).

Mann, Heinrich. O anjo azul: ou a queda de um tirano. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Estação Liberdade, 2002. 237 p. (Professor Unrat oder Das Ende eines Tyrannen). Romance.

Mann, Klaus. Mefisto: romance de uma carreira. [Por: Erlon Paschoal]. São Paulo: Estação Liberdade, 2000. 318 p. (Mephisto). Romance.

Um genocídio em julgamento ­ o processo Taalat Paxá na república de Weimar. São Paulo: Paz e Terra, 1994. 250 p. (Der Völkermord an den Armeniern vor Gericht: der Prozess Talaat Pascha).

Obra própria

Paschoal, Erlon. Oficina teatral - Um processo de trabalho. Belém: EDUFPA, 1984. 61 p.

Paschoal, Erlon. O mendigo e O caçador e outras peças. Vitória: Flor e cultura, 1999. Coletânea de cinco textos teatrais.

Paschoal, Erlon. Espelho da alma. Vitória: Flor e cultura, 2000. Coletânea de contos.

Paschoal, Erlon; Galvão, Margarete. Ainda bem que aqui deu certo. Rio de Janeiro: Babel, 1995. Texto teatral.

Paschoal, Erlon; Galvão, Margarete. Atrás da vitória. Vitória: Flor e cultura, 1992. Texto teatral.

Direção de peças

Paschoal, Erlon. Causa secreta, de Machado de Assis. Encenado em 1978, com o Grupo Brancaleone em São Paulo.

Paschoal, Erlon. A farsa de Dom Cristóvão, de Federico García Lorca. Encenado em 1979 e 1980.

Paschoal, Erlon. Nova Califórnia, de Lima Barreto. Encenado em 1980, com o grupo Boca do Povo em São Paulo - SP.

Paschoal, Erlon. A Morte do imortal, de Lauro César Muniz.

Paschoal, Erlon. Woyzeck, de Georg Büchner. Encenado em 1983.

Paschoal, Erlon. A importância de estar de acordo, de Bertolt Brecht. Encenado em 1984 em 1985.

Paschoal, Erlon. 500 anos de América. Encenado em 1992, no Teatro da Fafi.

Paschoal, Erlon. Atrás da Vitória. Encenado em 1993.

Paschoal, Erlon. Ainda Bem Que Aqui Deu Certo. Encenado em São Paulo no Teatro Cacilda Becker em 1994.

Paschoal, Erlon. No Caminho de Vila Rica. Opereta escrita pelo maestro Sérgio Dias, com o conjunto de música antiga da EMES e os cantores Márcio Neiva, Cláudio Modesto, Carlos Vasconcelos e Kátia Oliveira em 1996 e 1997.

Paschoal, Erlon. O Muro, de Silvio Barbieri. Encenado em julho de 1998.

Paschoal, Erlon. O Studio-Ópera. FEMUSICA - Festival de Música de Campo-RJ, 1998.

Paschoal, Erlon. Dido e Enéas, de Henry Purcell. Encenado em 1998.

Paschoal, Erlon. As cadeiras, de Eugène Ionesco. Encenado em 1999, no Teatro Carlos Gomes.

Paschoal, Erlon. A palavra que apalavra, de Jace Theodor. Encenado em novembro de 2000, no Teatro do Sesi.

Paschoal, Erlon. Ópera Pop - Panela de Barro. Encenado em setembro de 2001, na Praia de Camburi. Roteiro, direção de atores e seleção de textos.

Paschoal, Erlon. Ludwig e as irmãs, de Thomas Bernhard. Direção de Maurício Paroni com Ricardo Blat, Giovanna de Toni e Lulu Pavarin - SP/RJ/ES ­ 2002.

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ISBN:   85-88464-07-1

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