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Dicionário de tradutores literários no Brasil


Sérgio Tellaroli

Perfil | Excertos de traduções | Bibliografia

Em 1959 nascia, em Araraquara, São Paulo, Sérgio Antonio Tellaroli, tradutor, parecerista, redator e editor.

Como tradutor profissional trabalha com o inglês e alemão, línguas nas quais é proficiente. O inglês, língua que estuda desde os doze anos de idade, foi adquirido em cursos no Centro de Ensino de Línguas, junto com a língua alemã, da qual não possuía nenhum conhecimento prévio; cursou Letras Inglês/Alemão, de 1985 a 1989, na Universidade de São Paulo (USP). Antes disso, de 1979 a 83, havia cursado arquitetura na Universidade Mackenzie, que não concluiu. De 1990 a 96 dedicou-se ao doutoramento em Literatura Alemã.

Participou, de 1988 a 89, de um projeto de pesquisa de Iniciação Científica, na área de Literatura Alemã, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Em 1990, esteve na Alemanha como bolsista do DAAD, na Universidade Albert-Ludwigs de Freiburg; logo depois recebeu bolsa de mestrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). De 1993 a 97, realizou doutoramento, através de bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa (CNPq). Em 1996, teve a oportunidade de voltar à Alemanha para desenvolvimento de projeto de pesquisa, como bolsista do Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD) junto ao Deutsches Literaturarchiv / Schiller ­ Nationalmuseum em Marbach am Neckar.

Tellaroli começou a traduzir profissionalmente após a realização de um teste de tradução que fez para uma editora, em 1988. Logo depois, realizou dois trabalhos iniciais de revisão de traduções em língua alemã; transpôs, em 1989, seu primeiro livro O jogo dos olhos, de Elias Canetti.

Afirma que realizou poucos trabalhos de tradução fora da chamada tradução literária; porém, tem traduzido, ultimamente, artigos para uma revista de psicologia, psiquiatria e neurociências. Quando tem oportunidade de escolha do que deseja traduzir, leva em conta a relevância literária da obra, considerando, também, a admiração, o interesse ou não pelo autor ou pela obra.

Trabalhou, por duas vezes, como editor assistente nas editoras Ática e Companhia das Letras, como redator e editor de suplementos para a linha de Dicionários bilíngues Larousse Ática e atua há muitos anos como parecerista, sobretudo de obras em alemão, para a editora Companhia das Letras.

Sérgio considera que para ser um bom tradutor é necessário ter paixão pelo trabalho, humildade em relação ao texto (nunca ter plena certeza de que se sabe exatamente o que se está fazendo), excelente capacidade de redação na língua materna, ótimos conhecimentos da língua estrangeira, ouvido, muitos dicionários; considera, também, que nos dias de hoje é fundamental ter internet  banda larga e saber usar muito bem o Google.

Ele recebeu o Prêmio Monteiro Lobato de melhor tradução infantil pelas traduções de Bravo, Sr. William Shakespeare e  Sr. William Shakespeare: teatro, de Márcia Williams, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Esteve, ainda, entre os dez finalistas do Prêmio Jabuti pela tradução de O diabo dos números, do autor Hans Magnus Enzensberger.

Verbete publicado em 4 de October de 2005 por:
Manuela Acássia Accácio
Werner Heiderman

Excertos de traduções

Fragmento de A última página, de Michael Krüger. Tradução de Sérgio Tellaroli:

Ich selbst ging nach dem Krieg nach München und arbeitete in einem Versicherungsbüro, in dem ich es bald zum Verkaufsleiter brachte. Alle Welt wollte sich nach dem Krieg versichern lassen, als könnte man auf diese Weise der drohenden endgültigen Vernichtung entgehen. Ich verdiente gut. Ab 1953 veröffentlichte ich im Jahresabstand mehrere Romane und Reiseberichte über Exkursionen im brasilianischen Urwald, die bis heute immer wieder aufgelegt werden und in alle zivilisierten Sprachen übersetzt wurden. Von den Honoraren, die ich nun, nach dem Ausscheiden aus der Agentur, als freier Schriftsteller, als Reiseschriftsteller, einnahm, kaufte ich mir das Haus, in dem ich heute noch lebe. In meiner langen erfolgreichen Karriere, wenn ich meine eigentümliche Arbeit der Wiederholung des Immergleichen so nennen darf, machte ich nur einen Fehler, der mir jetzt zum Verhängnis werden könnte: ich widmete das erste meiner Bücher, von dem außer dem Titel nichts von mir stammte, dem Andenken meines Freundes Leo Himmelfarb. Es ist, nach vierzehn Lizenzausgaben in der ganzen Welt, nun auch ins Hebräische übersetzt worden. Und aus Haifa kam sein Brief.

 

Eu, de minha parte, fui para Munique depois da guerra, onde trabalhei numa companhia de seguros, logo alcançando o posto de gerente de vendas. Terminada a guerra, o mundo inteiro queria fazer seguro, somo se assim pudesse escapar da ameaça de destruição definitiva. Eu ganhava bem. A partir de 1953, comecei a publicar vários romances e relatos de viagem, um a cada ano, versando sobre excursões na floresta brasileira, livros que até hoje são sempre reeditados e que foram traduzidos para todas as línguas civilizadas. Com os direitos autorais que então, tendo me separado de meu agente, recebia como escritor autônomo, como escritor de relatos de viagem, comprei a casa onde moro ainda hoje. Em toda a minha longa e bem-sucedida carreira se posso designar assim meu singular trabalho de repetição do mesmo-, cometi um único erro, que agora pode vir a ser-me fatal: dediquei o primeiro de meus livros, que de minha autoria nada tinha além do título, à memória de meu amigo Leo Himmelfarb. Após catorze edições autorizadas pelo mundo todo, ele agora foi traduzido também para o hebraico. E é de Haifa que provém a sua carta.

Krüger, Michael. Himmelfarb. Frankfurt am Main: Fischer Taschenbuch Verlag, 1993, p. 18.

Krüger, Michael. A última página. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 21-22.

Bibliografia

Traduções Publicadas

Begley, Louis. Infância de mentira. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. 166 p. (Wartime lies).

Begley, Louis. Schmidt libertado. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. 276 p. (Schmidt delivered).

Bernhard, Thomas. O naúfrago. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 235 p. (Der Untergeher).

Burckhardt, Jacob. A cultura do Renascimento na Itália. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. (Die Kultur der Renaissance in Italien).

Canetti, Elias. O jogo dos olhos: história de uma vida: 1931-1937. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. (Das Augenspiel Lebensgeschichte: 1931-1937).

Canetti, Elias. Massa e Poder. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. 487 p. (Masse und Macht).

Canetti, Veza. A rua amarela. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. 156 p. (Die gelbe Straße).

Dürrenmatt, Friedrich. A tarefa. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia da Letras, 1992. 105 p. (Der Auftrag).

Enzensberger, Hans Magnus. O diabo dos números: um livro de cabeceira para todos aqueles que têm medo de matemática. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 266 p. (Der Zahlenteufel).

Goethe, Johann Wolfgang von. Viagem à Itália: 1786-1788. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. 436 p. (Italienische Reise).

Jauss, Hans Robert. A história da literatura como provocação à teoria literária. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Ática, 1994. 78 p. (Literaturgeschichte als Provokation der Literaturwissenschaft).

Kelsen, Hans. A ilusão da justiça. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Martins, 1995. 654 p. (Die Illusion der Gerechtigkeit).

Krüger, Michael. A última página. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 206 p. (Himmelfarb).

Krüger, Michael. A violoncelista. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. 213 p. (Die Cellospielerin).

Kureishi, Hanif. O corpo e outras histórias, [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia Das Letras, 2004. 303 p. (The body and seven stories).

Negroponte, Nicholas. A vida digital. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 210 p. (Being digital).

Schnitzler, Arthur. Breve romance de sonho. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. 121 p. (Traumnovelle).

Treichel, Hans-Ulrich. O acorde de Tristão. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. 157 p. (Tristan Akkord).

Wescott, Glenway. O falcão-peregrino: uma história de amor. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Planeta, 2003. 102 p. (The pilgrim hawk).

Williams, Marcía. Bravo, Sr. William Shakespeare. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Ática, 2001. 37 p. (Bravo, Mr. William Shakespeare).

Williams, Marcía. Sr. William Shakespeare: teatro. [Por: Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Ática, 2001. 37 p. (Mr. William Shakespeare´s plays).

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ISBN:   85-88464-07-1

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