Pablo Cardellino Soto :: DITRA - Dicionário de tradutores literários no Brasil :: 
Dicionário de tradutores literários no Brasil


Pablo Cardellino Soto

Perfil | Excertos de traduções | Bibliografia

Pablo Cardellino Soto nasceu em Montevidéu em 1968. Cresceu entre papel e tinta, pois sua família era dona de uma gráfica no Uruguai, onde excerceu sua primeira atividade profissional. Desde muito cedo Pablo manifestou interesse pelas Letras, incentivado pela sua mãe, que todo mês lhe comprava um livro. Em 1996, recém chegado no Brasil, ingressou na carreira de professor, dando aulas de espanhol, sua língua materna, em uma escola de línguas de Três Corações, Minas Gerais, ao passo que ia aprendendo português. Em 1999, ele começou a fazer traduções técnicas do português para o espanhol. Em 2002 mudou-se para Florianópolis onde fez graduação em Letras - Língua espanhola e literaturas (2006) e mestrado em Estudos da Tradução (2011) ambos pela Universidade Federal de Santa Catarina (2006). Em 2012 iniciou o doutorado em Estudos da Tradução nesta mesma universidade.  Além de à tradução literária se dedica à tradução técnica, inclusive textos acadêmicos da área das Ciências Humanas. Também participa ativamente de grupos de discussão sobre tradução, atividade esta que, juntamente com sua formação acadêmica, considera primordial para o seu desenvolvimento profissional, teórico e técnico. Em 2012 participou, com a tradução de Pitanga, de Carlos Eduardo de Magalhães, da Oficina EntreNósOtros de tradutores de literatura no par português-espanhol, patrocinada pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e organizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em Porto Alegre. Esta tradução foi publicada em 2013 no Uruguai.

Verbete publicado em 21 de January de 2014 por:
Giovana Bleyer Ferreira dos Santos
Marie-Hélène Catherine Torres

Excertos de traduções

Fragmento de Detetive Intrínculis e o roubo da Mona Lisa, de Amaicha Depino & Carla Baredes. Tradução de Pablo Cardellino Soto.

Detective Intríngulis y el robo de la Mona Luisa - Español  -Pág. 25 Detetive Intrínculis e o roubo da Mona Lisa - Português -Pág. 25

DEPINO, Amaicha; BAREDES, Carla. El detective Intríngulis y el robo de la “Mona Luisa”). Buenos Aires: Ediciones Iamiqué, 2010. Ilustraciones de Fabián Mezquita.

DEPINO, Amaicha; BAREDES, Carla. Detetive Intrínculis e o roubo da Mona Lisa: como a ciência ajuda a resolver casos difíceis. [Por: Pablo Cardellino Soto]. São Paulo: Panda Books, 2013. (El detective Intríngulis y el robo de la “Mona Luisa”). Quadrinhos e divulgação científico-técnica infanto-juvenil. Ilustrações de Fabián Mezquita.

Fragmento de Don Casmurro, de Machado de Assis. Tradução de Pablo Cardellino Soto.

CAPÍTULO IV

CAPÍTULO IV

Um Dever Amaríssimo!

¡Un deber amarguísimo!

José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às idéias; não as havendo, servia a prolongar as frases. Levantou-se para ir buscar o gamão, que estava no interior da casa. Cosi-me muito à parede, e vi-o passar com as suas calças brancas engomadas, presilhas, rodaque e gravata de mola. Foi dos últimos que usaram presilhas no Rio de Janeiro, e talvez neste mundo. Trazia as calças curtas para que lhe ficassem bem esticadas. A gravata de cetim preto, com um aro de aço por dentro, imobilizava-lhe o pescoço; era então moda. O rodaque de chita, veste caseira e leve, parecia nele uma casaca de cerimônia. Era magro, chupado, com um princípio de calva; teria os seus cinqüenta e cinco anos. Levantou-se com o passo vagaroso do costume, não aquele vagar arrastado dos preguiçosos, mas um vagar calculado e deduzido, um silogismo completo, a premissa antes da conseqüência, a conseqüência antes da conclusão. Um dever amaríssimo!

José Dias amaba los superlativos. Era un modo de darles un aspecto monumental a las ideas; si no las había, servía para alargar las frases. Se levantó para ir a buscar el backgammon, que estaba en el interior de la casa. Me cosí mucho a la pared, y lo vi pasar con sus pantalones blancos almidonados, estribos, chaqueta y corbata de lazo Fue de los últimos que usaron estribos en Rio de Janeiro, y talvez en este mundo. Usaba los pantalones cortos para que le quedaran bien estirados. La corbata de satín negro, con un aro de acero por dentro, le inmovilizaba el cuello; estaba en ese entonces de moda. El futraque de percal, prenda de entrecasa y liviana, parecía en él una casaca de ceremonia. Era delgado, enjuto, con un principio de calva; tendría sus cincuenta y cinco años. Se levantó con el paso lento habitual, no la lentitud arrastrada de los perezosos, sino una lentitud calculada y deducida, un silogismo completo, la premisa antes de la consecuencia, la consecuencia antes de la conclusión. ¡Un deber amarguísimo!

(pp. 22-24)

(pp. 23-25)

MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria. Dom Casmurro/Don Casmurro. [Por: Pablo Cardellino Soto]. Campinas: Editora da Unicamp, 2008. Edición bilingüe.

Fragmento de As Hortensias, de Felisberto Hernández. Tradução de Pablo Cardellino Soto & Walter Carlos Costa.

[...] Horacio cayó encima de Hortensia, con los pies para arriba y haciendo movimientos de insecto. Los concurrentes reían hasta las lágrimas; Facundo, casi sin poder hablar, le decía:

[...] Horacio caiu em cima de Hortensia, com os pés para o alto e fazendo movimentos de inseto. Os presentes riam até as lágrimas; Facundo, quase sem conseguir falar, dizia:

—¡Hermano, parecías un juguete de cuerda que se da vuelta patas arriba y sigue andando!

— Meu irmão, você parecia um brinquedo de corda que fica virado de pernas para o ar e continua andando!

En seguida todos volvieron al comedor. Los muchachos que trabajaban en las escenas de las vitrinas habían rodeado a Horacio y le pedían que les prestara a Hortensia y el triciclo para componer una leyenda. Horacio se negaba pero estaba muy contento y los invitó a ir a la sala de las vitrinas a tomar vino de Francia.

Em seguida, todos voltaram para a sala de jantar. Os rapazes que trabalhavam nas cenas das vitrines tinham rodeado Horacio e pediam que lhes emprestasse Hortensia e o triciclo para compor uma lenda. Horacio recusava mas estava muito contente e convidou todos a irem para a sala das vitrines tomar vinho da França.

—Si usted nos dijera lo que siente, cuando está frente a una escena —le dijo uno de los muchachos—, creo que enriquecería nuestras experiencias.

— Se o senhor nos falasse o que sente, quando está diante de uma cena — disse um dos rapazes —, creio que isso enriqueceria nossas experiências.

Horacio se había empezado a hamacar en los pies, miraba los zapatos de sus amigos y al . n se decidió a decirles:

Horacio tinha começado a se balançar nos pés, olhava os sapatos de seus amigos e, finalmente, decidiu falar:

—Eso es muy difícil... pero lo intentaré. Mientras busco la manera de expresarme, les rogaría que no me hicieran ninguna pregunta más y que se conformen con lo que les pueda comunicar.

— Isso é muito difícil... mas vou tentar. Enquanto procuro a forma de me expressar, suplicaria que não me façam mais nenhuma pergunta e se deem por satisfeitos com o que eu puder comunicar.

—Entendido —dijo uno, un poco sordo, poniéndose una mano detrás de la oreja.

— Certo — disse um deles, um pouco surdo, colocando uma das mãos atrás da orelha.

Todavía Horacio se tomó unos instantes más; juntaba y separaba las manos abiertas; y después, para que se quedaran quietas, cruzó los brazos y empezó:

Horacio ainda necessitou mais alguns instantes; juntava e separava as mãos abertas; e, depois, para que ficassem quietas, cruzou os braços e começou.

—Cuando yo miro una escena... —aquí se detuvo de nuevo y en seguida reanudó el discurso con una digresión—: (El hecho de ver las muñecas en vitrinas es muy importante por el vidrio; eso les da cierta cualidad de recuerdo; antes, cuando podía ver espejos —ahora me hacen mal, pero sería muy largo explicar porqué— me gustaba ver las habitaciones que aparecían en los espejos). Cuando miro una escena me parece que descubro un recuerdo que ha tenido una mujer en un momento importante de su vida; es algo así —perdonen la manera de decirlo— como si le abriera rendija en la cabeza. Entonces me quedo con ese recuerdo como si le robara una prenda íntima; con ella imagino y deduzco muchas cosas y hasta podría decir que al revisarla tengo la impresión de violar algo sagrado; además me parece que ése es un recuerdo que ha quedado en una persona muerta; yo tengo la ilusión de extraerlo de un cadáver; y hasta espero que el recuerdo se mueva un poco...

— Quando eu olho uma cena... — aqui ele parou novamente e, em seguida, retomou o discurso com uma digressão —: (O fato de ver as bonecas em vitrines é muito importante por causa do vidro; isso lhes dá uma certa qualidade de lembrança; antes, quando eu conseguia ver espelhos — agora eles me fazem mal, mas seria muito longo explicar por que — eu gostava de ver os aposentos que apareciam nos espelhos). Quando olho uma cena, me parece que descubro uma lembrança que uma mulher teve num momento importante da sua vida; é algo — perdão por minha forma de dizer — como se eu abrisse uma fresta na cabeça dela. Então, eu fico com essa lembrança como se roubasse uma peça íntima; com ela imagino e deduzo muitas coisas e até poderia dizer que, quando a reviso, tenho a impressão de violar algo sagrado; além do mais, me parece que essa é uma lembrança que ficou numa pessoa morta; eu tenho a ilusão de extraí-lo de um cadáver; e até espero que a lembrança se mexa um pouco...

Aquí se detuvo; no se animó a decirles que él había sorprendido muchos movimientos raros...

Aqui, se deteve; não teve coragem de dizer que tinha surpreendido muitos movimentos estranhos...

Los muchachos también guardaron silencio. A uno se le ocurrió tomarse todo el vino que le quedaba en la copa y los demás lo imitaron. Al rato otro preguntó:

Os rapazes também guardaram silêncio. Um deles teve a ideia de beber todo o vinho que restava na taça e os demais o imitaram. Um tempo depois, outro perguntou.

—Díganos algo, en otro orden, de sus gustos personales, por ejemplo.

— Diga algo, em outra ordem de coisas, dos seus gostos pessoais, por exemplo.

—¡Ah! —contestó Horacio— no creo que por ahí haya algo que pueda servirles para las escenas. Me gusta, por ejemplo, caminar por un piso de madera donde haya azúcar derramada. Ese pequeño ruido...

— Ah! — respondeu Horacio — não acho que tenha nada que possa servir para as cenas. Gosto, por exemplo, de caminhar por um piso de madeira onde tenham derramado açúcar. Esse pequeno barulho...

pp. 48-52

pp. 49-53.

HERNÁNDEZ, Felisberto. As hortensias. [Por: Pablo Cardellino Soto & Walter Carlos Costa]. São Paulo: Grua, 2012, pp. 48-53. Edição bilíngue.

Fragmento de Um ano, de Juan Emar. Tradução de Pablo Cardellino Soto.

SEPTIEMBRE 1º.

1º de setembro

Hoy he venido a la costa. Tantos dedos de Dios, tantas preocupaciones graves, me han inducido a abandonar la ciudad y buscar el equilibrio frente al océano.

Hoje vim para o litoral. Tantos dedos de Deus, tantas preocupações graves me induziram a abandonar a cidade e procurar o equilíbrio em frente ao oceano.

Me he sentado entre rocas: a mis pies las olas y todo cuando cantan los poetas.

Sentei-me entre rochas: a meus pés as ondas e tudo quando os poetas cantam.

He mirado una de ellas por espacio de una hora o más. Se inflaba, resbalaba, estallaba, se desha¬cía... Pero como volvía a repetirse en igual for¬ma, era siempre la misma, durante toda esa hora y más, durante todo el pasado y seguramente el porvenir también.

Olhei para uma delas pelo espaço de uma hora ou mais. Inchava, escorregava, explodia, desfazia-se... Mas como tornava a se repetir da mesma forma, era sempre a mesma, durante toda essa hora e mais, durante todo o passado e seguramente o porvir também.

Hecha ya esta constatación y ya inquebrantable mi fe en ella, me dispuse a enfrentar otras meditaciones, pero antes quise medir, delimitar con toda exactitud, el tamaño de la ola única, como espontáneamente hacemos, para luego poder seguir nuestra marcha, ante un árbol, un animal, un se¬mejante, ante cualquier cosa que topa con nuestros ojos y pide ser conocida.

Feita essa constatação e já inquebrantável minha fé nela, dispus-me a enfrentar outras meditações, mas antes quis medir, delimitar com toda exatidão, o tamanho da onda única, como fazemos espontaneamente para depois poder seguir com a nossa marcha, perante uma árvore, um animal, um semelhante, perante qualquer coisa que se encontra com nossos olhos e pede para ser conhecida.

En esta tarea empleé más de una hora, acaso dos, acaso tres. Y el resultado fué no medir, no delimitar nada. Porque:

Nesta tarefa empreguei mais de uma hora, quiçá duas, quiçá três. E o resultado foi não medir, não delimitar nada. Porque:

Viene la ola recogida bajo su propio lomo. Viene sórdida y largamente temblante. Sin duda, esconde la cabeza, hunde la cabeza hacia el fondo, no queriendo profanarla con las brisas, con el Sol, con el azul y los pájaros. Toda ella piensa hacia las hon¬duras. Y yo sólo veo el dolor de su lomo descubierto.

Lá vem a onda recolhida sob seu próprio lombo. Vem sórdida e longamente tremulante. Sem hesitação, esconde a cabeça, mergulha a cabeça em direção às profundezas, sem querer profaná-la com as brisas, com o Sol, com o azul e os pássaros. Toda ela pensa em direção às funduras. E eu só vejo a dor de seu lombo descoberto.

Eso es. Tenía ante mi vista un vasto dolor. Pero mientras no ubicara claramente un cuerpo defi¬nido que lo experimentase, tal dolor iba a quedar en grises, en humos, desorientado sobre el mundo.

Isso mesmo. Tinha diante dos meus olhos uma vasta dor. Mas enquanto não detectasse claramente um corpo definido que a experimentasse, tal dor ia ficar em tons de cinza, em fumaças, desorientada sobre o mundo.

La ola. La ola es una, una sola entidad. Es ésa, absoluta en su existencia.E Esa ola única es la que su¬fre. No importa que se deshaga. Se rehace. Rehá¬cese mil veces porque aquel dolor subsiste.

A onda. A onda é uma, uma única entidade. É essa, absoluta em sua existência. Essa onda única é quem sofre. Não faz mal que se desfaça. Ela se refaz. Refaz-se mil vezes porque aquela dor subsiste.

Bien. Pero delimitemos con rigor el cuerpo su¬friente. Ese cuerpo que avanza, que se ondula, espeso, que muge.

Bem. Mas vamos delimitar rigorosamente o corpo sofredor. Esse corpo que avança, que ondula, espesso, que muge.

Ahora se retuerce, se ribetea de blanco, se cur¬va, truena. Saltan cien chorros de espuma. Allá atrás las flores tiemblan. Allí al frente el Sol tirita. Un hombre se detiene. Un perro ladra. Saltan los abanicos blancos por todo el firmamento. Y a mi lado, aqui a mis pies, por entre una angosta encru¬cijada de piedras húmedas, un filo de agua, ágil como un lagarto, pasa veloz, trepa, lame... Se detiene y retrocede chasqueando hacia la única ola.

Agora se contorce, debrua-se de branco, curva-se, troveja. Cem jorros de espuma saltam. Lá atrás as flores tremulam. Ali na frente o Sol treme. Um homem se detém. Um cachorro late. Os leques brancos saltam por todo o firmamento. E a meu lado, aqui a meus pés, por entre uma estreita encruzilhada de pedras úmidas, um fio de água, ágil como um lagarto, passa veloz, escala, lambe... Para e recua crepitando em direção à única onda.

Midamos.

Vamos medir.

La ola única, como un pulpo, ha extendido sus tentáculos. Uno de ellos ha venido hasta mí. Esta agua silbante es siempre ella, está en su medida, den¬tro de sus límites. Prueba de ello es que se recoge hacia el cuerpo.

A onda única, como um polvo, estendeu seus tentáculos. Um deles veio até mim. Esta água sibilante é sempre ela, está em sua medida, dentro de seus limites. Prova disso é que se recolhe para o corpo.

Nuevamente se estira. Mejor dicho, estira un tentáculo. Viene. Salpica. Llega a tres metros más atrás de mi puesto. Alcanza una pequeña poza donde se hunde un instante, donde toca, palpa, escarba. Debe coger granitos de pátina violácea y salada. Debe sentir un placer dulce, aterciopelado, al pin¬char con su último extremo la poza húmeda y perfumada.

Novamente se estica. Melhor dizendo, estica um tentáculo. Vem. Salpica. Chega a três metros mais atrás do meu posto. Atinge uma pequena poça onde afunda um instante, onde toca, apalpa, cavouca. Deve colher grãozinhos de pátina violácea e salgada. Deve sentir um prazer doce, aveludado, ao espetar com seu último extremo a poça úmida e perfumada.

La poza tiene dos concavidades. Primero una grande, luego una menor. Ambas casi circulares. Podría ser un 8 tendido, la base hacia el mar, la cabeza hacia la cordillera.

A poça tem duas concavidades. Primeiro uma grande, depois uma menor. Ambas quase circulares. Poderia ser um 8 deitado, a base para o mar, a cabeça para a cordilheira.

El agua se revuelca aquí dentro. Inunda la pri¬mera parte, la registra hasta en sus últimos reco¬vecos, explora hasta las últimas rendijas. Toca el cuello de unión. Lo examina rápidamente y con certeza. Pasa. Se abalanza. Llena la segunda concavidad. La ola única, sumergida ahora en el océa¬no, siente un gozo salobre y sano, gozo mil veces re¬petido en todo este vasto campo de rocas y encruci¬jadas.

A água se refestela aqui dentro. Inunda a primeira parte, registra até seus últimos recantos, explora até as últimas fendas. Toca o gargalo de união. Examina-o rapidamente e com certeza. Passa. Lança-se. Enche a segunda concavidade. A onda única, submersa agora no oceano, sente um gozo salobro e são, gozo mil vezes repetido em todo este vasto campo de rochas e encruzilhadas.

Bien. A mí sólo me incumbe este final a mi lado:

Bem. A mim, só diz respeito este final a meu lado:

Dentro de la poza en 8 el agua ahora trata de regresar. La de la concavidad pequeña busca paso hacia la mayor. Vuelve a revolcarse. Cada pedazo de agua quiere ser el primero en traspasar el cue¬llo. Ninguno quiere quedar estancado allí durante el intervalo entre dos movimientos. La poza chica entera lucha, se mueve, se agudiza, clama por su vas¬to, mar de origen. Entera esa agua añora la linea azul del horizonte profundo.

Dentro da poça em 8 a água tenta agora retornar. Da concavidade pequena busca passagem para a maior. Refestela-se novamente. Cada pedaço de água quer ser o primeiro a ultrapassar o gargalo. Nenhum deles quer ficar estanque ali durante o intervalo entre dois movimentos. A poça pequena inteira luta, se move, se aguça, clama pelo seu vasto mar de origem. Essa água inteira tem saudades da linha azul do horizonte profundo.

Y yo, desde mi puesto, miro la vida reducida y agitada a la vez del agua de la segunda poza.

E eu, do meu posto, olho a vida ao mesmo tempo reduzida e agitada da água da segunda poça.

Vive. Cumple un cometido, llega y se marcha, llega. Ya he dicho: añora.

Vive. Cumpre uma tarefa, chega e vai embora, chega. Eu já disse: tem saudades.

Por lo tanto no es la ola. Es una entidad apar¬te, una unidad independiente... ¿Entonces?

Portanto ela não é a onda. É uma entidade à parte, uma unidade independente... Então?

Al monstruo grande habría que marcarle fin en el cuello del 8. La cabeza de este último, la que mira hacia la cordillera, se ha independizado, se ha individualizado. En todo ese ser inmenso, vivía otro ser diminuto, ser confundido en la grandeza, pero conquistador de su personalidad, aguzador de sus instintos, apenas solo entre piedras.

O fim do monstro grande devia ser estipulado no gargalo do 8. A cabeça deste último, a que olha para a cordilheira, se tornou independente, se tornou individual. Em todo esse ser imenso, vivia outro ser diminuto, um ser confundido na grandeza, mas conquistador de sua personalidade, aguçador de seus instintos, mal sozinho entre pedras

Delimitar en el cuello... Mas el cuerpo del 8 vive otro tanto. Las mismas fases, la misma trage¬dia. Y a lo largo del filo de agua no sólo hay seme¬janza con el lagarto: hay tanta vida como en él,

Delimitar no gargalo... Mas o corpo do 8 vive outro tanto. As mesmas fases, a mesma tragédia. E ao longo do fio de água não apenas há semelhança com o lagarto: há tanta vida quanto nele.

Pues bien, por ese filo seguí hasta caer por fin al mar.

Pois bem, por esse fio segui até cair por fim no mar.

Dí de golpe con los ojos frente a la ola en su momento de estallar. Pocos minutos de contempla¬ción a la pequeña poza habían cambiado totalmente el panorama de las aguas.

De repente bati com os olhos em frente da onda em seu momento de estourar. Poucos minutos de contemplação da pequena poça tinham mudado totalmente o panorama das águas.

Cada trozo de ellas, cada uno en la ola, vivía por su parte. Cada sección abarcada por mis ojos, en cada fijación de ellos, era un ser aislado, con su voluntad y sus pasiones, en medio de millones de otros corriendo un destino paralelo..., paralelo, na¬da más. Entonces la ola única, como ser único en su monstruosa enormidad, no existía, no era. Era tan sólo un resumen de destinos diferentes unidos por un designio superior, designio sin cuerpo, sin materialidad, sin cabeza, sin cabeza hundida, sin lomo doloroso rozando el aire.

Cada pedaço delas, cada um na onda, vivia por sua conta. Cada seção que meus olhos abarcavam, a cada fixação deles, era um ser isolado, com sua vontade e suas paixões, em meio a milhões de outros correndo um destino paralelo..., paralelo, mais nada. Então a onda única, como ser único em sua monstruosa enormidade, não existia, não era. Era tão somente um resumo de destinos diferentes unidos por um desígnio superior, desígnio sem corpo, sem materialidade, sem cabeça, sem cabeça afundada, sem lombo doloroso roçando o ar.

La ola única no era más que una marcha común. Una marcha, una voluntad, una abstracción.

A onda única não era mais do que uma marcha comum. Uma marcha, uma vontade, uma abstração.

Viviente en materia, en cuerpo, en nervios, era únicamente cada círculo dibujado sobre el total por los rayos de mi vista. Como el chorro aquel que irrumpe erecto, blanco, hasta el cielo, que arriba se quiebra en fuegos de artificio. Aquí en mi vista no ha habido fijación; lo ha seguido de abajo a arriba, cantando también como un pájaro. Y justamente arriba, donde ambos, chorro y vista, se han dete¬nido, cien puntas de agua en cien direcciones se han individualizado a su vez por una breve vida de un segundo y han hecho, de los largos metros del cho¬rro, su destino global que las doblega.

Vivente em matéria, em corpo, em nervos, era unicamente cada círculo desenhado sobre o total pelos raios de minha visão. Como aquele jorro que irrompe ereto, branco, até o céu, que no alto se quebra em fogos de artifício. Aqui na minha visão não houve fixidez; ela o acompanhou de baixo para cima, cantando também como um pássaro. E justamente acima, onde ambos, jorro e visão, se detiveram, cem pontas de água em cem direções se individualizaram por sua vez durante a breve vida de um segundo e fizeram, dos longos metros do jorro, seu destino global que as submete.

No puedo más que detenerme ante cada gota. Cada una de ellas será la única realidad vital, per¬sonal, como yo, como todos los hombres y bestias que aisladamente caminan y penan, solos, con un destino y un mundo solo dentro del cuerpo.

Não posso senão me deter perante cada gota. Cada uma delas será a única realidade vital, pessoal, como eu, como todos os homens e bestas que isoladamente caminham e penam, sozinhos, com um destino e um mundo sozinho dentro do corpo.

Nada más que las gotas, nada más, porque mis ojos están hechos para no dividir más allá.

Nada a mais do que as gotas, nada a mais, porque meus olhos são feitos para não dividirem além desse ponto.

Allí los ojos se detienen. Allí detengo. Hasta empezar de nuevo — gotas, ola única, pozas, cho¬rros —, inclinado sobre el silencio de un microscopio.

Ali os olhos se detêm. Ali detenho. Até começar outra vez – gotas, onda única, poças, jorros –, inclinado sobre o silêncio de um microscópio.

Mejor seguir a la inversa. Delimitar en grande, resbalando por sobre el lomo inmenso.

Melhor continuar ao contrário. Delimitar em grande escala, escorregando por sobre o lombo imenso.

Así lo he hecho.

Assim fiz.

Ha procedido como un tubo abierto en sus dos extremos, pues, se ha desparramado hasta la infi¬nidad del océano. No más pequeños seres individuales agitándose en un movimiento común: ahora partes movientes, miembros, de un solo ser que crece, se agiganta, a medida que mi imaginación navega por encima de los horizontes. Pero no he fijado los ojos en ninguna parte para no despertar y hacer bailar a los millones de pequeñitos individuos que sal¬tarían al ser chocados por mi vista.

Ela procedeu como um tubo aberto em suas duas extremidades, então, espalhou-se até a infinitude do oceano. Não mais pequenos seres individuais agitando-se num movimento comum: agora partes moventes, membros, de um único ser que cresce, que se agiganta, à medida que minha imaginação navega por cima dos horizontes. Mas não fixei os olhos em nenhuma parte para não acordar e fazer dançar os milhões de pequeninos indivíduos que saltariam quando minha visão esbarrasse neles.

Bien me he guardado de ello. Hasta que he tenido que mirar al cielo: cinco patos silvestres van pasando en triángulo.

Eu bem me guardei de fazê-lo. Até que tive que olhar o céu: cinco patos silvestres vão passando em triângulo.

Es preferible tener que entenderse con patos — aunque sean cinco —, que con las olas embravecidas. El hombre, por su tamaño, ocupa, más o menos, el punto medio entre el átomo y la estrella; por eso le es más o menos igual ocuparse del infinitamente pequeño o del infinitamente grande. Pero por tamaño, o por lo que sea, ocupa un punto mucho más cercano al pato que al océano. Por lo tanto es cosa sin sentido ocuparse de éste cuando ante su vista pasa aquél.

É preferível ter que se entender com patos – ainda que sejam cinco – do que com as ondas embravecidas. O homem, pelo seu tamanho, ocupa, mais ou menos, o ponto médio entre o átomo e a estrela; por isso, para ele é mais ou menos igual se ocupar do infinitamente pequeno ou do infinitamente grande. Mas pelo tamanho, ou pelo que for, ocupa um ponto muito mais próximo do pato do que do oceano. Portanto é coisa sem sentido se ocupar deste quando diante da sua visão passa aquele.

Prueba de ello es que si un dolor llegara de los patos — como llega de las aguas —, mi tamaño podría acto continuo, verificar exactamente el ta¬maño y la ubicación de quien lo siente. ¡Un pato! ¡Allí va! Llego a experimentar con nitidez su pro¬pia vida volando. Cada uno de sus aletazos golpea en mí. Pero junto con él van cuatro más. Los englobo con la vista. Mi punto de mira ya no es uno, sino el triángulo agudo que surca el aire. Cada pato esfuma su vida propia dentro de la vida propia del triángulo que marcha. Y si me colocara alto, muy alto, hasta dominar cientos de grupos de patos volando y evolucionando, cada pequeño triángulo se esfumaría también con vida y todo, y aparecería únicamente vital el conjunto de todos ellos, bicho único, única voluntad y vida. Y cada grupo — ¡qué decir cada ave! —, un miembro, una célula agitán¬dose, como nuestros glóbulos en nuestra sangre y ella en nuestro cuerpo entero.

Prova disso é que se uma dor chegar dos patos – como chega das águas –, meu tamanho poderia, em seguida, verificar exatamente o tamanho e a localização de quem a sente. Um pato! Lá vai ele! Chego a experimentar com nitidez sua própria vida voando. Cada um de seus adejos bate em mim. Mas junto com ele vão mais quatro. Englobo-os com a visão. Meu ponto de mira já não é um deles, mas o triângulo agudo que sulca o ar. Cada pato esmaece sua vida própria dentro da vida própria do triângulo que marcha. E se eu me colocasse alto, muito alto, até dominar centenas de grupos de patos voando e evoluindo, cada pequeno triângulo se esmaeceria também com vida e tudo mais, e apareceria vital unicamente o conjunto de todos eles, bicho único, única vontade e vida. E cada grupo – sem dizer cada ave! –, um membro, uma célula se agitando, como nossos glóbulos em nosso sangue e ele no nosso corpo inteiro.

¡Más alto! ¡Elevémonos más, siempre más!

Mais alto! Vamos nos elevar mais, sempre mais!

Todas esas manchas escurridizas, allá abajo, formadas de diminutos puntos negros, no serian más el inmenso bicho único sino una savia, una médula de él que ahora seria, el pedazo entero de costa y mar, la región bajo mis ojos, viviendo, sintiendo, bu¬llendo.

Todas essas manchas escorregadias, lá embaixo, formadas por diminutos pontos pretos, não seriam mais o imenso bicho único mas uma seiva, uma medula dele, que agora seria o pedaço inteiro de litoral e mar, a região sob meus olhos, vivendo, sentindo, bulindo.

¿Y más alto? Ya tal vez la Tierra entera sólo podría ser una realidad viviente. ¿Y mi pato?

E mais alto? Talvez então a Terra inteira pudesse ser apenas uma realidade vivente. E meu pato?

Pasa. Allí va. Mas se me ha deshecho entre los dedos.

Passa. Lá vai. Mas ele se desfez entre meus dedos.

Me he puesto en marcha a saltos por las rocas. He marchado tratando otra vez de no asentar los ojos sobre nada para que la vida no se multiplique o no se unifique amplificándose. He marchado te¬meroso de cuanto me rodeaba, sobre todo de los patos que sabia seguir pasando sobre mi cabeza. He marchado sintiendo la imperiosa necesidad de me¬ditar en calma sobre océanos, olas, pozas y patos y llegar con tal meditación, a fijar bien claro donde se radica cada vida independiente o si no se radica en parte alguna.

Comecei a marchar aos pulos pelas rochas. Marchei, tentando de novo não assentar os olhos sobre nada para a vida não se multiplicar ou não se unificar amplificando-se. Marchei, temeroso de tudo quanto me rodeava, sobretudo dos patos que, eu sabia, continuavam passando sobre minha cabeça. Marchei, sentindo a imperiosa necessidade de meditar com calma sobre oceanos, ondas, poças e patos e chegar, com tal meditação, a fixar bem claramente onde se radica cada vida independente ou se não se radica em parte alguma.

Bien. Aquí en esta gruta hay paz. Asiento y meditemos.

Bem. Aqui nesta gruta há paz. Assinto e vamos meditar.

Apenas recorrido un metro de meditación he visto, de pie frente a mí, al mismo señor regordete del Quijote que con un ojo me interrogaba.

Mal percorrido um metro de meditação vi, de pé na minha frente, o mesmo senhor rechonchudo do Quixote que com um olho me interrogava.

Se lo explicaré todo.

Eu lhe explicarei tudo.

—Caballero.... (En un instante circular le conté cuánto había contemplado).

— Cavalheiro..., (Num instante circular contei-lhe o quanto tinha contemplado).

Pasé por alto otro instante lleno de dudosos escollos.

Passei por alto outro instante cheio de duvidosos escolhos

—Caballero..., (Y aquí, como si la medita¬ción ya se hubiese verificado, le relaté, con lujo de detalles y elocuencia sin par, los resultados que hu¬biese obtenido. El regordete me felicita calurosamente).

– Cavalheiro..., (E aqui, como se a meditação já tivesse sido verificada, relatei a ele com luxo de detalhes e eloquência ímpar, os resultados que teria obtido. O rechonchudo me parabeniza calorosamente).

Sí, más hay el instante de los escollos. Instante inevitable en mi relato. Pues la primera parte de él es de observación directa del natural; la otra, me¬ditación sosegada. Y entre ambas, una unión, un conducto que las une: el momento en que la obser¬vación pide ser meditada.

Sim, mas tem o instante dos escolhos. Instante inevitável no meu relato. Pois a primeira parte dele é de observação direta do natural; a outra, meditação sossegada. E entre ambas, uma união, um conduto que as une: o momento em que a observação pede para ser meditada.

Este momento — que en la realidad fué acom¬pañado de saltos por las rocas —, hay que mencionarlo ante mi auditor. Hay que mencionarlo de al¬gún modo. Veamos cómo:

Esse momento – que na realidade foi acompanhado de pulos pelas rochas – deve ser mencionado perante meu auditor. Tem que ser mencionado de algum modo. Vamos ver como:

—Caballero, entonces... (Tiene que haber un “entonces”. ¿De qué modo evitarlo?). Entonces..., púseme a meditar...; entonces..., pensé...

— Cavalheiro, então... (Precisa haver um “então”. Como evitá-lo?). Então..., comecei a meditar...; então..., pensei...

No. Mas vale no meditar ni pensar si para ello hay que pasar por ahí.

Não. Vale mais não meditar nem pensar se para isso é preciso passar por aí.

Cambiemos el “entonces”; puede ser el cau¬sante de todo.

Vamos trocar o “então”; pode ser o causador de tudo.

—Ante tal espectáculo, caballero..., no pude impedirme de decir..., reflexioné de este modo..., cavilé de esta suerte...

— Diante de tal espetáculo, cavalheiro..., não pude me impedir de dizer..., refleti deste modo..., ruminei desta sorte...

Peor, peor. Parece que la cosa no yace ni en el “entonces” ni en el “ante tal”. ¿Estará en el me¬ditar, pensar, decir, reflexionar, cavilar?

Pior, pior. Parece que a coisa não jaz nem no “então” nem no “diante de tal”. Estará no meditar, pensar, dizer, refletir, ruminar?

El paso entre ambos momentos eriza sus esco¬llos. Se diría que es como un tributo que pagar para obtener el permiso necesario de exponer nuestras lucubraciones. Si algo he de sacar en claro de lo observado, tengo que pasar por una frase-guardián al tenor de aquellas. ¡Malo, malo! ¿No habrá otro medio, un sendero extraviado, un rodeo que evite los escollos? ¿Obligación de pagar a nuestra vieja amiga “literatura” con una frasecilla a su entero gusto?

A passagem entre ambos os momentos arrepia seus escolhos. Dir-se-ia que é como um tributo a pagar para se obter a licença necessária para expor nossas elucubrações. Se eu for tirar algo a limpo do observado, tenho que passar por uma frase-guardião do teor dessas. Ruim, ruim! Não haverá outro meio, uma trilha extraviada, um contorno que evite os escolhos? Obrigação de pagar para nossa velha amiga “literatura” com uma frasezinha a seu inteiro gosto?

Lo estoy creyendo, mejor dicho, lo sigo creyen¬do. Porque tal creí, firmemente, en la gruta tranquila. Tal creí y, ante tal creencia, no medité nada, ni un centésimo de nada, ni sobre océanos ni olas ni pozas ni patos, ni sobre vidas grandes como constelaciones ni chiquitas como microbios.

Estou acreditando nisso, melhor dizendo, continuo acreditando. Porque assim fui crer, firmemente, na gruta tranquila. Assim fui crer e, diante de tal crença, não meditei nada, nem um centésimo de nada, nem sobre os oceanos nem poças nem patos, nem sobre vidas grandes como constelações nem pequeninas como micróbios.

Emar, Juan. Un año. Santiago, Chile: Editorial Zig-Zag, 1935, pp. 41-51.

Emar, Juan. Um ano. São Paulo: Editora Bateia. No prelo.

Fragmento de Pitanga, de Carlos Eduardo de Magalhães. Tradução de Pablo Cardellino Soto.

cinco

cinco

Gislaine da Silva Ferreira. Da Silva por parte de mãe, Ferreira por parte de pai. Ela não sabe, nunca teve um pai de sobrenome Ferreira. Sua mãe, depois de um mês de menstruação atrasada, depois de um sexo rápido, depois de uma noite de corpos grudados numa gafieira, depois de alguns copos de conhaque, depois de conhecer um cara que disse trabalhar de garçom. Ela não sabe que esse garçom, naquela noite da qual ele não se lembraria, tanto que bebera, naquele sexo no banco de um Fusca, a teria gerado. Ela não sabe que tem seus olhos, sua boca, o rodamoinho que faz seu cabelo difícil de pentear, sua cor. Ela não sabe que sua mãe a registrou com o sobrenome de um bandidinho da rua de baixo, de quem era conhecida, que foi morto pela polícia antes de ela nascer. Precisa ter pai na identidade, como ela não tivera, foi o que pensou a menor, sua mãe, que era menor de idade, antes de inventar a história. Aquela avó que se apegou tanto a ela, Não vou deixá sua mãe errá co’cê como errei co’s meus fio, benzinho, não é sua avó, seus primos não são seus primos, seu tio, que na infância sentava-a no colo e punha a língua em seu ouvido, mexendo nela, não era seu tio, e ela não sabe.

Gislaine da Silva Ferreira. Da Silva por parte de madre, Ferreira por parte de padre. Ella no lo sabe, nunca tuvo un padre de apellido Ferreira. Su madre, después de un mes de menstruación atrasada, después de un sexo rápido, después de una noche de cuerpos pegados en una gafieira,3 después de algunos vasos de coñac, después de conocer a un loco que dijo que trabajaba de mozo. Ella no sabe que ese mozo, en aquella noche que él no recordará, de tanto haber tomado, en aquel sexo en el asiento de un Fusca, la habría generado. Ella no sabe que tiene sus ojos, su boca, el remolino de su pelo difícil de peinar, su color. Ella no sabe que su madre la registró con el apellido de un bandidito de la calle de abajo, a quien conocía, que la policía mató antes de que ella naciera. Necesita tener un padre en la cédula, que ella no había tenido, fue lo que pensó la menor, su madre, que era menor de edad, antes de inventar la historia. Aquella abuela que se apegó tanto a ella, No viá dejar que tu vieja la pifie con vos como yo la pifié con mis hijos, m’ijita, no es su abuela, sus primos no son sus primos, su tío, que en la infancia la sentaba en su falda y le ponía la lengua en el oído, moviéndola, no era su tío, y ella no lo sabe.

Gislaine da Silva Ferreira não sabe tantas coisas. Das conversas que seus colegas tinham a seu respeito, nem que estava nua em imaginações em banhos, em camas, em punhetas e olhares de raios-X. Das fofocas de Silmara e Virléia, que se diziam amigas e só o que faziam era falar mal dela, revelar seus segredos, suas verdades, suas mentiras. Do amor de um amigo grafiteiro que gostava de acompanhá-la em casa, depois da escola, a contar coisas que a faziam voar sobre as casas, as ruas, a violência daquele lugar onde viviam. Nem que aquela moça vestida de noiva, desenhada num muro no centro, fora inspirada nela. Nem que os mendigos faziam xixi ali. Da vez em que um vizinho, cansado de acordar com os latidos, matou a pauladas o Totó. Acreditou que tinha fugido, a mãe até ajudou a procurar. Não sabe da raiva que a mãe sentiu desse vizinho, tampouco que fora ela quem furara os pneus e riscara a Kombi que ele usava para trabalhar. O que mais ela não sabe? Ela não sabe quantas estrelas há no céu, quantos chineses existem no mundo, o nome científico do chapéu-de-sol sob o qual deu o primeiro beijo e descobriu ter facilidade para línguas, que existiu um escritor americano que escreveu um livro chamado Por Quem os Sinos Dobram. Que esse livro virou filme, não sabe. Que foi estrelado pela mesma atriz de Casablanca, que assistira na Sessão da Tarde, não sabe. Que sua professora de matemática, que tanto a incentivou, chama-se Maria por causa do filme e não por causa de Nossa Senhora, não sabe. Sabe matemática, o tanto que aprendeu. Não sabe que tem um talento de poucos. Não sabe que, tivesse oportunidades, poderia enriquecer no mercado financeiro, ser professora em universidades importantes, trabalhar até em institutos de pesquisa americanos. Aí descobriria que, além dos números, tem facilidade para línguas.

Gislaine da Silva Ferreira no sabe sobre tantas cosas. Sobre lo que charlaban compañeros a su respecto, ni que estaba desnuda en imaginaciones en baños, en camas, en pajas y miradas de rayos X. Sobre los chusmeríos de Silmara y Virléia, que se decían amigas y lo único que hacían era hablar mal de ella, revelar sus secretos, sus verdades, sus mentiras. Sobre el amor de un amigo grafitero al que le gustaba acompañarla a su casa, después de la escuela, contándole cosas que la hacían volar sobre las casas, las calles, la violencia de aquel lugar donde vivían. Ni sabe que aquella chica vestida de novia, dibujada en un muro en el centro, estaba inspirada en ella. Ni que los mendigos hacían pis allí. Sobre la vez que un vecino, cansado de despertarse con los ladridos, mató a palos a Totó. Pensó que se había escapado, la madre incluso la ayudó a buscarlo. No sabe sobre la rabia que le dio a su madre ese vecino, ni tampoco que había sido ella quien había pinchado las ruedas y rayado la Kombi que él usaba para trabajar. ¿Qué más no sabe? No sabe cuántas estrellas hay en el cielo, cuántos chinos existen en el mundo, el nombre científico del almendro tropical bajo al cual dio su primer beso y descubrió que tenía facilidad para las lenguas, que existió un escritor norteamericano que escribió un libro llamado Por quién doblan las campanas. Que ese libro se hizo película, no lo sabe. Que fue protagonizado por la misma actriz de Casablanca, que había visto en la Sessão da Tarde,4 no lo sabe. Que su profesora de matemáticas, que tanto la incentivó, se llama Maria por la película y no por Nuestra Señora, no lo sabe. Sabe matemáticas, tanto como aprendió. No sabe que tiene un talento de pocos. No sabe que, si tuviera oportunidades, podría enriquecerse en el mercado financiero, ser profesora en universidades importantes, trabajar hasta en institutos de investigación norteamericanos. Allí descubriría que, además de los números, tiene facilidad para las lenguas.


3. Cierto baile popular, derivado del samba, y el lugar donde se realiza.

4. Una conocida sesión televisiva diaria de cine.


(pp. 59-60)


(pp. 59-60)

Magalhães, Carlos Eduardo de. Pitanga. São Paulo: Grua Livros, 2008.

Magalhães, Carlos Eduardo de. Pitanga.[Por: Pablo Cardellino Soto]. Montevideo: Yaugurú, 2013.

Bibliografia

Traduções Publicadas

Traduções pra o português:

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TRUJILLO, Henry. Torquator. [Por: Pablo Cardellino Soto & Walter Carlos Costa]. São Paulo: Grua, 2012. (Torquator). Romance policial. Contém posfácio dos tradutores: “Traduzindo Torquator: detalhes que contam”

HERNÁNDEZ, Felisberto. As hortensias. [Por: Pablo Cardellino Soto & Walter Carlos Costa]. São Paulo: Grua. Contos. Contém posfácio dos tradutores: “Traduzindo Felisberto e seu idioleto fantástico”. Coletânea original.

DEPINO, Amaicha; BAREDES, Carla. Detetive Intrínculis e o roubo da Mona Lisa: como a ciência ajuda a resolver casos difíceis. [Por: Pablo Cardellino Soto]. São Paulo: Panda Books, 2013. (El detective Intríngulis y el robo de la “Mona Luisa”). Quadrinhos e divulgação científico-técnica infanto-juvenil. Ilustrações de Fabián Mezquita.

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Obra própria

Artigos

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CARDELLINO Soto, Pablo; SANTOS, Vilmar Paulo. Apuntes sobre la traducción de Luna Caliente, de Mempo Giardinelli, por Sergio Faraco. Scientia Traductionis, v. 3, p. 6, 2006.

CARDELLINO Soto, Pablo. Traducciones de Machado de Assis al español. In: Guerini, Andréia; Freitas, Luana Ferreira de; Costa, Walter Carlos. (Org.). Machado de Assis: Tradutor e Traduzido. 1ed.Tubarão; Florianópolis: Copiart; PGET/UFSC, 2012, v. 1, p. 129-159.

Traduções comentadas

CARDELLINO Soto, Pablo. Traducción comentada de Ideias de canário, de Machado de Assis, al español. Scientia Traductionis, v. 9, p. 235-247, 2011.

CARDELLINO Soto, Pablo. Traducción comentada del cuento Viver! , de Machado de Assis. Scientia Traductionis, v. 7, p. 148-165, 2010.

Resenhas de traduções

CARDELLINO Soto, Pablo. La Causa Secreta y otros Cuentos de Almas Enfermas, de Joaquim Maria Machado de Assis, Traducción de Juan Martín Ruiz. Cadernos de Tradução (UFSC), v. 28, p. 233, 2011.

CARDELLINO Soto, Pablo. Lazarilho de Tormes. Organização, edição do texto em espanhol, notas e estudo crítico de Mario M. González. Tradução de Heloísa Costa Milton & Antonio R. Esteves. Cadernos de Tradução (UFSC), v. XIX, p. 283-288, 2007.

CARDELLINO Soto, Pablo. Resenha da tradução de Dom Segundo Sombra, de Ricardo Güiraldes. Cadernos de Tradução (UFSC), Florianópolis, v. 12, p. 163-168, 2005.

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Revisão de tradução:

FRANCHETTI, Paulo. Memoria futura. [Por: Óscar Limache & Armando Alzamora]. Lima: Colmena Editores, 2012. (Memória futura). Poesia. Revisão de tradução: Pablo Cardellino Soto.

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