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Dicionário de tradutores literários no Brasil


Eclair Antonio Almeida

Perfil | Excertos de traduções | Bibliografia

Eclair Antônio Almeida Filho nasceu em 04 de fevereiro de 1974 em Muqui no Espírito Santo. É Mestre em Língua Francesa e Literaturas de Língua Francesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com a dissertação Paródia e discurso artístico em Jacques Prévert (2001), e Doutor em Língua Francesa e Literaturas de Língua Francesa pela USP, com a tese Jacques Prévert e a poética do movimento (2006). Desde junho de 2009 é professor adjunto do quadro permanente do curso de Tradução Francês-Português da UNB.

Traduz profissionalmente do francês e do inglês. Para fins de estudos e pesquisa, traduz de seis línguas: francês, inglês, espanhol, italiano, alemão e catalão.

Começou a traduzir para mostrar poemas a Cláudio Willer em novembro de 2004, por pura obra objetiva do Acaso.

Entre 2005 e 2008, traduziu regularmente artigos sobre surrealismo e o movimento beatnik para a revista eletrônica Agulha ( www.revista.agulha.nom.br ).

Nas edições de setembro de 2006, março de 2007 e junho de 2010 do Suplemento Literário de Minas Gerais, publicou, respectivamente, a tradução do poema “J’ai rêvé”, do poeta surrealista franco-croata Radovan Ivsic, três fragmentos do livro Fragments from Nomad Days, do poeta norte-americano Allan Graubard, e fragmentos de A Escritura do Desastre, de Maurice Blanchot.

Em 2007, a editora Martins Fontes lançou sua tradução para A vida e o espírito de Baruch de Espinosa, obra anônima atribuída ao filósofo Baruch de Espinosa.

Na revista eletrônica Zunai ( www.revistazunai.com ) vem publicando regularmente poemas de poetas surrealistas como André Breton, Jacques Prévert, Paul Éluard, Robert Desnos, Benjamin Péret, Joyce Mansour, Malcolm de Chazal e do poeta beat norte-americano Bob Kaufman.

Pela revista Coyote, publicou poemas de Paul Éluard no número 18 e de Bob Kaufman no número 20.

No número 11 da revista Polichinello, publicou a tradução integral do ensaio A besta de Lascaux (La Bête de Lascaux), de Maurice Blanchot.

Pela revista Cadernos de Literatura em Tradução, publicou no número 8 a tradução dos dois primeiros capítulos da prosa surrealista Liberdade ou Amor (La Liberté ou L’Amour), de Robert Desnos, e no número 9 publicou seis poemas da poeta surrealista Joyce Mansour.

Tem no prelo pela Cosac & Naify a tradução do livro Chantefables et chantefleurs, do poeta surrealista Robert Desnos, e pela editora da UNB a tradução do livro A comunidade inconfessável (La communauté inavouable), de Maurice Blanchot.

Verbete publicado em 26 de June de 2005 por:
Narceli Piucco
Marie-Hélène Catherine Torres

Modificado em 13 de December de 2010

Excertos de traduções

Fragmentos de "A escritura do Desastre" [L`Écriture du Désastre], de Maurice Blanchot. Tradução de Eclair Antônio Almeida. In : Suplemento Literário de MG, junho de 2010, n. 1330.

Le désastre ruine tout en laissant tout en l'état. Il n'atteint pas tel ou tel, " je " ne suis pas sous sa menace. C'est dans la mesure où, épargné, laissé de côté, le désastre me menace qu'il menace en moi ce qui est hors de moi, un autre que moi qui deviens passivement autre. Il n'y a pas atteinte du désastre. Hors d'atteinte est celui qu'il menace, on ne saurait dire si c'est de près ou de loin - l'infini de la menace a d'une certaine manicle rompu toute limite. Nous sommes au bord du désastre sans que nous puissions le situer dans l'avenir : il est plutôt toujours déjà passé, et pourtant nous sommes au bord ou sous la menace, toutes formulations qui impliqueraient l'avenir si le désastre n'était ce qui ne vient pas, ce qui a arrêté toute venue. Penser le désastre (si c'est possible, et ce n'est pas possible dans la mesure où nous pressentons que le désastre est la pensée) c'est n'avoir plus d'avenir pour le penser.

O desastre arruína tudo deixando tudo no estado. Não atinge esse ou aquele, "eu" não estou sob sua ameaça. É na medida em que, poupado, deixado de lado, o desastre me ameaça que ele ameaça em mim o que está fora de mim, um outro que não eu que devém passivamente outro. Não há alcance do desastre. Fora de alcance está aquele que o desastre ameaça, não se saberia dizer se é de perto ou de longe - o infinito da ameaça de uma certa maneira rompeu todo limite. Estamos à beira do desastre sem que possamos situá-lo no porvir: ele é, antes, sempre já passado, e, no entanto, estamos à beira ou sob a ameaça, todas as formulações que implicariam o porvir se o desastre não fosse o que não vem, o que impediu toda vinda. Pensar o desastre (se é possível, e não é possível na medida em que pressentimos que o desastre é o pensamento) é não ter mais porvir para o pensar.

Le désastre est séparé, ce qu'il y a de plus séparé.

O desastre é separado, aquilo que há de mais separado.

Quand le désastre survient, il ne vient pas. Le désastre est son imminence, mais puisque le futur, tel que nous le concevons dans l'ordre du temps vécu, appartient au désastre, le désastre l'a toujours déjà retiré ou dissuadé, il n'y a pas d'avenir pour le désastre, comme il n'y a pas de temps ni d'espace où il s'accomplisse.

Quando o desastre sobrevém, ele não vem. O desastre é sua iminência, mas, pois que o futuro, tal qual o concebemos na ordem do tempo vivido, pertence ao desastre, o desastre sempre já o retirou ou dissuadiu; não há porvir para o desastre, como não há tempo nem espaço em que ele se cumpra.

Bibliografia

Traduções Publicadas

 

Anônimo Clandestino do Século XVIII . [Por: Éclair Antônio Almeida Filho]. A vida e o espírito de Baruch de Espinosa. São Paulo: Martins Fontes, 2008

Blanchot, Maurice. A Besta de Lascaux. [Por: Eclair Antonio Almeida Filho]. In: Polichinello. , v.11, p.15 - 19, 2009. (La Bête de Lascaux.)

Blanchot, Maurice. Fragmentos de A escritura do Desastre. [Por: Eclair Antonio Almeida Filho]. In: Suplemento Literário de Minas Gerais, v.1330, p.26 - 29, 2010. (L'Écriture du Désastre)

Desnos, Robert. Dois capítulos de La iberté ou l'amour. [Por: Eclair Antonio Almeida Filho]. In: Cadernos de Literatura em Tradução. v.8, p.231 - 242, 2008.

Éluard, Paul. Je t'aime. [Por: Eclair Antonio Almeida Filho]. In: Revista Literariedades, n. 2.

Graubard, Allan. "Doce colar de sóis". [Por: Eclair Antonio Almeida Filho]. In: O começo da busca 2: O Surrealismo na poesia do continente americano. São Paulo: Escrituras, 2007. (Sweet necklace of suns).

Prévert, Jacques. Complainte de Vincent. [Por: Eclair Antonio Almeida Filho]. Mariana: Jornal Aldrava, n. 38.

Prévert, Jacques. "Vários poemas". In: Epígrafes e dedicatórias em Jacques Prévert. [Por: Eclair Antonio Almeida Filho]. Revista LaSalle, 2004.

Tradução da entrevista em língua inglesa de Floriano Martins com o poeta norte-americano Allan Graubard, bem como a tradução de poemas de Allan Graubard. In: Suplemento Literário de Minas Gerais. v.1300, p.03 - 14, 2007.

Traduções de poemas de André Breton, Benjamin Péret, Aimé  Cesaire, Jacques Prévert, Robert Desnos e Paul Éluard. [Por: Eclair Antonio Almeida Filho]. In: Revista Zunái, v.XIX, 2009.

Traduções de poemas de Malcolm de Chazal e de Joyce Mansour. [Por: Eclair Antonio Almeida Filho]. In: Revista Zunai, v.XX, 2010.

Obra própria

Almeida Filho, Eclair Antonio. Bob Kaufmann: pássaro de mármore. In: Coyote, v.20, p.24 - 29, 2010.

Almeida Filho, Eclair Antonio. Paul Éluard na garganta dos leões. In: Coyote, v.18, p.32 - 35, 2008.

Almeida Filho, Eclair Antonio. O surrealismo erótico e feminino de Joyce Mansour em seis poemas. In: Cadernos de Literatura em Tradução. v.8, p.79 - 89, 2007.

Almeida Filho, Eclair Antonio. Sonho, magia e natureza na poesia de Radovan Ivsic, seguido da tradução do poema “J'ai revê” (Sonhei). In: Suplemento Literário de Minas Gerais, v.1294, p.14 - 17, 2006.

 

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